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ODS - Objetivos do Desenvolvimento Sustentável

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Os oito Objetivos do Desenvolvimento do Milênio, foram construídos e pactuados inicialmente por 189 países no ano de 2000, para serem cumpridos até o ano de 2015. Porém, a interpretação de estudiosos das questões indígenas no Brasil e em alguns países da América do Sul é a de que esses objetivos não incluem aqueles povos que possuem direitos coletivos, pois são objetivos que levam em conta apenas os direitos do indivíduo. Por isso, inspirados na experiência da Colômbia (2013), onde os Objetivos do Milênio foram ampliados, a ASCURI, por meio de sua assessora Renata Oliveira Costa, em parceria com o PNUD e a Secretaria de Governo da Presidência da República, iniciaram a discussão sobre a ampliação e inclusão das populações indígenas nos Objetivos do Milênio pós-2015, além de propor uma metodologia de consulta aos povos indígenas sobre os ODS (Objetivos do Desenvolvimento Sustentável).

O trabalho foi realizado junto aos Kaiowá Guarani, do Mato Grosso do Sul. Essa etnia vem passando por grandes enfrentamentos em sua região, principalmente em relação à pressão do agronegócio sobre seus territórios tradicionais. Como resultado de um processo histórico colonizador, os indígenas enfrentam a fome e a falta de água, a miserabilidade, a marginalidade e o preconceito, a violência e a falta de perspectivas de sustentabilidade, além da extrema dependência de ações governamentais emergenciais, como a distribuição de cesta de alimentos. O processo de consulta aos Objetivos do Bem viver indígenas, dentre os Kaiowá Guarani da Terra Indígena Pirakuá, deu-se em um período de dois anos e meio, entre outubro de 2014 e janeiro de 2016. Foi um processo de construção conjunta de conhecimentos entre os mais velhos e os mais jovens da comunidade, o que permitiu a mediação de diversos conflitos existentes e/ou latentes no cotidiano de Pirakuá.